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Calendário completo final 248

ATIVIDADES MÊS N 03

Cartaz Campanha 248

 

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voz da categoria 248 final

PÁTRIA EDUCADORA – 2: AQUI TEM SEGURANÇA PÚBLICA?

Desde os tempos primitivos o ser humano se viu obrigado a viver em grupos, para poder sobreviver, e assim desta forma, muito antes da escrita, a SEGURANÇA de um grupo ou de um povo foi uma das principais atividades, para evitar os predadores e inimigos.

A História nos mostra bem isso, e também temos os registros de que há milhares de anos os povos já tinham leis para viverem em “Sociedade”. O livro mais lido do mundo informa a existência de centenas de leis utilizadas pelo povo Judeu, que ficaram como embasamento para vários outros povos, sendo muitas dessas leis utilizadas até o dia de hoje, inclusive servindo como “mandamentos” até para outras religiões.

As técnicas de defesa, bem como os tipos de armamentos continuaram sendo aprimorados até os dias de hoje. Atualmente os Estados Unidos serve como um exemplo disso, onde inclusive, os seus cidadãos podem ter em casa um verdadeiro arsenal, e um importante cidadão, que auxiliou a redigir a Constituição daquele país, chamado George Mason já dizia: “Desarmar os cidadãos é a maneira mais fácil de escravizar um povo”.

No último século, os governantes de alguns países optaram por desarmar o seu povo, entre eles: Turquia, China, Rússia, Uganda, Alemanha (1938), Brasil (2003), Venezuela (2014), etc... Infelizmente depois dessa ação, em alguns destes, houve verdadeiros massacres, inclusive o país que deu origem a segunda guerra mundial deixou bem claro o porquê do desarmamento um ano antes dessa. Outros países mostram suas reais intensões com um pouco mais de tempo...

A partir do desarmamento aqui no Brasil, uma classe exultou com essa decisão e ultimamente são os que mais aparecem nos noticiários policiais de todos os meios de comunicação, principalmente quanto aos assaltos à mão armada, entre outros. É claro que logo as autoridades encontraram uma solução para que essas duas classes, ou seja, trabalhadores e assaltantes pudessem “viver em paz”: que os cidadãos do bem ao serem assaltados, não reagissem, para poderem manter a produção das riquezas desse país.

Com o passar do tempo, mesmo com a submissão dos cidadãos, estes passaram a ser covardemente mortos, sendo na maioria dos casos, sem chance de defesa, provando que no Brasil existe sim a pena de morte! (Será que os direitos humanos sabem disso?)
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2014, com dados de referência de 2013, coloco alguns dados pertinentes ao assunto: A cada 10 minutos 1 pessoa foi assassinada, com assustadoras 53.646 mortes; o país gastou com custos de violência, segurança pública, prisões e unidades de medidas socioeducativas 258 BILHÕES de Reais, o equivalente a 5,4% do PIB.

Uma pesquisa também desse ano, mostrou que 81% dos entrevistados acham fácil desobedecer as leis vigentes no país; que 32% confiam no Judiciário; que 33% confiam na polícia; que 48% confiam no Ministério Público e que somente 33% registraram as ocorrências em que foram vítimas. Esse último dado é muito importante mostrando que o povo já não acredita mais nos órgãos de segurança, porque não fazem os registros de muitos crimes. Como dizem os bandidos: Perdeu, perdeu! Eu mesmo já deixei de registrar pequenos furtos, mas como as estatísticas são importantes para dizer que algo deve ser feito acabei mudando de opinião e só nesse mês, já fiz duas ocorrências em furto a residência. Sugiro que todos façam o mesmo.

Existe a nível internacional, uma taxa que mede o número de homicídios por 100.000 habitantes, e vocês sabem qual o placar dessa taxa entre nós e os Estados Unidos, em 2013? Brazil 29 X 5 EUA. Vocês também sabiam que nesse ano, 11% dos homicídios do mundo aconteceram aqui? O Brasil está dando um “banho” nesse quesito, mas um triste e lamentável “banho de sangue”!

Dentre os milhares de homicídios, cito um ocorrido em Porto Alegre, dias atrás (03/08) que mostra claramente o que o Estado está fazendo em matéria de Segurança Pública: Um grupo invade um supermercado e um agente da lei à paisana tenta reagir e é morto. No outro dia um colega deste, já com a identificação do assassino fala sobre a “qualificação” do mesmo: Jovem de 22 anos; com 3 portes ilegais de arma de fogo e “apenas” 2 homicídios. A pergunta feita pelo policial é a mesma que faço: “Na conta de quem fica mais essa morte?”. Eu e milhares de outras pessoas fazemos outra: por que essa pessoa estava nas ruas? Este exemplo mostra que as leis são complacentes, que existe uma vergonhosa IMPUNIDADE e uma total falta de controle das autoridades, o que incentiva os criminosos a agirem com a maior audácia!
A nossa Constituição de 1988, diz no artigo 144: “Segurança Pública, DEVER do Estado, direito e responsabilidade de todos” (o grifo foi meu). Talvez com a confiança de que o Estado cumprisse com esse DEVER, que o Congresso em 2003 aprovou a lei do desarmamento.
Ao cidadão trabalhador, restou em relação ao artigo anterior apenas a “responsabilidade de todos”. Embora com o sobrenome de Guerra, sou a favor do desarmamento... de TODOS! Mas vendo e sentindo a atual situação, só resta fazer de nosso lar, uma fortaleza, ou melhor, um presídio intransponível! Mas quem tem recursos para isso? Para mim a mensagem do Estado é bem clara, embora silenciosa e obscura: SALVEM-SE QUEM PUDER! NÓS SÓ QUEREMOS OS SEUS IMPOSTOS!

Com certeza a culpa não é dos policiais que apesar de todos os desrespeitos, em virtude dos baixos salários, falta de condições, etc... Mesmo assim conseguem cumprir o que está dentro de suas possibilidades. Será que sem Segurança Pública podemos afirmar que exista uma Sociedade Democrática? O que fazer para nos defendermos dos “predadores” que atuam em todos os níveis e setores, como está demostrando a operação Lava-jato? Estes sim são os verdadeiros TERRORISTAS, bem como àqueles que não aceitam as críticas dos movimentos sociais nas ruas!

Até quando ficaremos passivos com esta situação? Vamos esperar retornar à época das barbáries, e termos leis do tipo “olho por olho, dente por dente”? Afinal, existe uma guerra entre o bem e o mal ou entre o conhecimento e a ignorância? AQUI TEM EDUCAÇÃO?

José Luiz Guerra é Técnico Administrativo em Educação na UFSM



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